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Colóquio Interior

Colóquio Interior

9,00 €
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Referência: 972-784-312-1

Quem possuir um certo conhecimento do Evangelho e da grande tradição espiritual da Igreja e se aproximar, sem preconceitos, dos Escritos de Luísa Jaques, será de imediato confrontado com a importância espiritual e com a inegável autenticidade do seu conteúdo…

O seu tema fundamental é a escuta interior da voz do Senhor. Esta escuta é o acto central da contemplação cristã e bíblica, em oposição a qualquer outra, quer seja neoplatónica ou asiática. Para Jesus, a palavra bíblica da qual “depende toda a Lei e os Profetas” é o “Shema Israel”, que significa “Escuta, Israel”. (...)

É Cristo, mediador entre nós e o Pai, que infunde o Espírito Santo nas almas e que vive em nós como palavra operante da Sabedoria de Deus; é Ele que quer e deve ser escutado. Para se tornar capaz disso o cristão deve fazer silêncio em si mesmo. Assim Luísa Jaques o ouviu pedir diversas vezes… Como ensina a tradição autêntica dos Padres da Igreja, o silêncio não se realizará a não ser com o serenar do rumor das paixões, das tendências e ambições desordenadas que querem o contrário daquilo que Deus quer. Deus fala docemente; é muito fácil encobrir a sua voz… E, à Luísa, que se tornou católica, lhe será indicado sem cessar que Deus se encontra, quer no próximo, quer na oração ou na Eucaristia e que pode ser escutado e compreendido através dos desejos e das exigências dos nossos irmãos. 

 

Hans Urs von Balthasar

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Quem possuir um certo conhecimento do Evangelho e da grande tradição espiritual da Igreja e se aproximar, sem preconceitos, dos Escritos de Luísa Jaques, será de imediato confrontado com a importância espiritual e com a inegável autenticidade do seu conteúdo…

O seu tema fundamental é a escuta interior da voz do Senhor. Esta escuta é o acto central da contemplação cristã e bíblica, em oposição a qualquer outra, quer seja neoplatónica ou asiática. Para Jesus, a palavra bíblica da qual “depende toda a Lei e os Profetas” é o “Shema Israel”, que significa “Escuta, Israel”. (...)

É Cristo, mediador entre nós e o Pai, que infunde o Espírito Santo nas almas e que vive em nós como palavra operante da Sabedoria de Deus; é Ele que quer e deve ser escutado. Para se tornar capaz disso o cristão deve fazer silêncio em si mesmo. Assim Luísa Jaques o ouviu pedir diversas vezes… Como ensina a tradição autêntica dos Padres da Igreja, o silêncio não se realizará a não ser com o serenar do rumor das paixões, das tendências e ambições desordenadas que querem o contrário daquilo que Deus quer. Deus fala docemente; é muito fácil encobrir a sua voz… E, à Luísa, que se tornou católica, lhe será indicado sem cessar que Deus se encontra, quer no próximo, quer na oração ou na Eucaristia e que pode ser escutado e compreendido através dos desejos e das exigências dos nossos irmãos. 

 

Hans Urs von Balthasar

A Irmã Maria da Trindade, no século Luísa Jacques, suíça de nacionalidade, nasceu em 1901 em Pretória, Transval, de pais protestantes. A sua mãe morreu ao dá‑la à luz. Seu pai, missionário protestante, levou‑a com duas irmãs pequenas para a Suíça, onde foram educadas por uma tia, que a Irmã chama de “sua pequena mamã”. Converteu-se ao catolicismo, sendo batizada em 18 de março de 1929. Os anos que seguiram à sua conversão, foram de intensa busca de um caminho de consagração na vida religiosa. Depois de várias experiências em comunidades de vida ativa, entra em 1936 no mosteiro das clarissas de Evian, na Suíça, onde esteve só alguns meses, sendo despedida por falta de qualidades para a vida do mosteiro. Mas era o carisma de Santa Clara que sentia que devia seguir. Depois de mais algumas experiências, chega a Jerusalém a 24 de junho de 1938, decidida a entrar no mosteiro das irmãs clarissas coletinas de Jerusalém. Logo no primeiro contacto foi aceite. Entra no mosteiro a 30 de junho de 1938 e faz os primeiros votos em 29 de agosto de 1940. Faleceu em 25 de junho de 1942. Foram dois anos de vida espiritual de intensa intimidade com Jesus. Os colóquios que deixou escritos, por insistência do seu confessor, refletem esta intimidade mística. Traduzidos em várias línguas e com muitas edições, têm inspirado muitos cristãos que a consideram uma mística e uma profetisa do século XX. 

 

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